Feminismo pra quê?

Seria tão bonito se no mundo as pessoas usassem suas influencias pra ajudar outras pessoas menos privilegiadas. Que usassem seus espaços na mídia pra apoiar movimentos de empoderamento. Mas uma pessoa, com uma série de privilégios, não consegue ver há um palmo de distância, e isso me entristece. Não tem como ter uma visão míope do privilegio e achar que todos são privilegiados assim também. Achar que o machismo é “apenas” um fiu fiu na rua ou um “minha namorada não pode usar roupa decotada”. O machismo mata!

Mata milhares de mulheres que apanham até a morte de seus companheiros. Mata mulheres que são estupradas e violentadas (por desconhecidos e conhecidos também). Mata mulheres que são abandonadas com filhos ainda pequenos e precisam se sustentar (e as crianças). Fico triste de ver pessoas que acham que o feminismo é o contrário de machismo (e não é, o oposto é o femismo).

Kesha e Fernanda Torres foram assuntos da semana no que se refere ao machismo nosso de cada dia
Kesha e Fernanda Torres foram assuntos da semana no que se refere ao machismo nosso de cada dia

Se você acha que a “questão da mulher” está bem resolvida e que não existe machismo no nosso mundo e no nosso país, saiba que: “Nos dez primeiros meses de 2015, do total de 63.090 denúncias de violência contra a mulher, 31.432 corresponderam a denúncias de violência física (49,82%), 19.182 de violência psicológica (30,40%), 4.627 de violência moral (7,33%), 1.382 de violência patrimonial (2,19%), 3.064 de violência sexual (4,86%), 3.071 de cárcere privado (1,76%) e 332 envolvendo tráfico (0,53%).Os atendimentos registrados pelo Ligue 180 revelaram que 77,83% das vítimas possuem filhos (as) e que 80,42% desses (as) filhos(as) presenciaram ou sofreram a violência”.
Fonte: Dados nacionais sobre violência contra as mulheres

Além disso, “a violência contra a mulher não é um fato novo. Pelo contrário, é tão antigo quanto a humanidade. O que é novo, e muito recente, é a preocupação com a superação dessa violência como condição necessária para a construção de nossa humanidade. E mais novo ainda é a judicialização do problema, entendendo a judicialização como a criminalização da violência contra as mulheres, não só pela letra das normas ou leis, mas também, e fundamentalmente, pela consolidação de estruturas específicas, mediante as quais o aparelho policial e/ou jurídico pode ser mobilizado para proteger as vítimas e/ou punir os agressores”, de acordo com os dados do documento Mapa Da Violência 2015 – Homicídio De Mulheres No Brasil.

E pra alguns “espertinhos de plantão”, a violência contra a mulher não é apenas agressão física, estupro, etc. O abuso contra mulheres pode ser: Humilhar, xingar e diminuir a autoestima, Tirar a liberdade de crença, Fazer a mulher achar que está ficando louca, Controlar e oprimir a mulher – veja mais nessa matéria Violência contra mulher não é só física; conheça outros 10 tipos de abuso.

beyonce-feminista

É triste ver que as pessoas tem medo e vergonha de se dizerem feministas, mas até a Beyoncé já se posicionou como tal, você também pode!

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